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Spotify fecha parceria para criar playlists baseadas em seu DNA

Uma nova parceria do Spotify irá proporcionar um jeito um tanto inesperado de se escutar música. O serviço de streaming anunciou uma parceria com a Ancestry, um serviço online que oferece aos usuários um estudo baseado em DNA sobre a árvore genealógica de suas famílias, indicando de quais regiões do mundo eles possuem descendentes.

A parceria funcionará da seguinte maneira: para os usuários que disponibilizarem os resultados do estudo de DNA da Ancestry para o serviço de música receberão uma playlist inspirada pelos resultados, com músicas e sucessos regionais dos locais registrados como as raízes de origem do usuário.

Ainda que a ideia pareça interessante, há algumas pessoas preocupadas sobre a segurança desse tipo de troca de informações. Um dos que alertam para o perigo deste tipo de transação é o jornalista Rob Arcand, do site especializado em música SPIN. Arcand cita uma investigação da agência de notícia ThinkProgress, que descobriu que os termos de serviço para uso do Ancestry atestavam que o usuário concedia à empresa direitos perpétuos de uso e posse do DNA, e teme que uma autorização de consulta aos resultados dada ao Spotify possa fazer com que o streaming de música receba os mesmos direitos.

Apesar disso, o Ancestry insiste que esse receio é infundado. De acordo com Gina Sparatore, porta-voz do serviço de estudo do DNA, o Spotify não tem acesso a nenhuma informação específica sobre o DNA dos usuários. Tudo o que o serviço fornece são as regiões às quais o usuário possui raízes históricas, e caso não queira compartilhar nem isso ele pode simplesmente escolher manualmente as regiões que quiser que o Spotify gere uma lista automática com músicas dessas regiões escolhidas.

Ainda que ambas as empresas estejam se esforçando para tranquilizar os usuários sobre a segurança dos dados nesta parceria, especialistas de segurança na internet sugerem que os usuários não permitam que o Spotify tenha acesso às informações de DNA do Ancestry, pelo motivo principal de que ainda não existem leis que definem os limites do que uma empresa pode fazer com informações de DNA de seus consumidores, e evitar o acesso a esses dados é o único modo de se proteger de possíveis dores de cabeça no futuro.

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